Home Relacionamento Preconceito contra quem mora junto

É muito comum os namorados resolverem morar juntos sem casar. Esta situação é garantida pela lei como união estável a partir de alguns meses de convivência comum e a mulher fica amparada em caso de separação. Mas, será que há preconceito contra quem mora junto?

Preconceito entre o casal

Existem casais que eles mesmos são preconceituosos. Moram juntos há algum tempo, mas têm problemas em chamar o companheiro de namorado. É aí que entra o namorido, termo criado há alguns anos para definir os casais que moram junto sem casar.

O preconceito de quem mora junto, a meu ver, acontece quando a relação não está bem resolvida. É importante estabelecer o que vocês são agora: continuam namorados ou estão casados, mesmo sem assinar papeis? O que muda nestes casos é o compromisso, pois para morar junto basta achar alguém para dividir as despesas, como um amigo, um parente, um colega de faculdade, etc. O comprometimento é o que faz um casal que mora junto realmente ser casado.

Se vocês ainda não estão prontos para o casamento e resolveram morar junto para dividir despesas e estarem próximos um do outro, estejam prontos para dizer namorado. Se estiverem noivos, o termo mais indicado é este. As duas situações informam que o status de relacionamento um dia irá mudar e o estado civil de vocês será casado, se forem em frente. A não ser que resolvam ficar nisto mesmo, aí é marido e mulher, mesmo continuando solteiros no registro civil.

Preconceito entre familiares

Também é comum o preconceito contra quem mora junto sem casar no que se refere aos familiares. Pais tradicionais, avós e parentes mais velhos podem ficar chocados ou não gostar muito de ver seus filhos morando com seus namorados e dizendo que são maridos, mas, perante a lei, continuam solteiros. Para eles, a união estável não quer dizer nada, o que importa é o casamento civil e religioso, como mandava a tradição.

A situação é pior ainda quando surgem os filhos. Os avós amam a criança, mas acham um absurdo que ela seja filha de pais que não são casados, ou seja, consideram um bebê bastardo, mesmo que o pai registre o filho e more no mesmo teto que a mãe. Os cuidados são os mesmos, o que muda é a não assinatura de papeis entre os pais no cartório e na igreja. O preconceito é grande.

Morar junto é um teste

Para muitas pessoas, como ainda é sinônimo de preconceito, até mesmo entre o casal, morar junto é um teste, ou seja, uma experiência para ver se dará certo o casal sob o mesmo teto. É muito mais fácil se separar caso a situação não seja a esperada, sem os trâmites legais de divórcio, advogados, etc.

Eu acredito que há preconceito contra quem mora junto, sim, mas é uma situação bacana para fazer antes de se casar, não para sempre. Morei junto com meu noivo durante onze meses, e estamos casados há cinco. É um modo excelente de saber como será a vida a dois, além de que, quando casamos, já sabíamos a importância do compromisso que assumimos.

Fernanda

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